Recuperando Neurônios.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Cotidiano e suas lições.

Hoje na volta do trabalho, testemunhei algo interessante.

Como todos os dias, saí do shopping e tomei rumo à estação de trem. Fazendo um calor descomunal - vale ressaltar -, comprei a passagem, e fiquei lá em cima, tomando um ar fresco. O trem chegou, eu desci e embarquei. Sentei-me e, com dez minutos de viagem, comecei a ouvir uma voz baixa, cantando alguma coisa que ainda não conseguia identificar. Afinado e em baixo volume, consegui perceber palavras como 'adorar', 'ti', 'bênção' e por fim, 'jesus'. Logo reparei que era mais um daqueles louvores clichês, como trivial. (Que me desculpem os evangélicos, não disse nada sobre a religião, apesar de ter minhas restrições sobre. Apenas fiz uma avaliação musical, e nada mais que isso)

Daí a começar a procurar de onde vinha, foi um pulo. A voz, estranhamente, estava perto de mim. Digo estranhamente, pois mais parecia que era uma mulher se esgoelando de cantar, bem longe, mas não. Ela tava a umas seis pessoas de mim. Ela conseguia cantar com bastante vontade, mas a voz não saía tão alta como me parecia, enfim.

Reparei também que não era só eu que estava prestando atenção na mulher. Mais algumas pessoas olhavam curiosas, uma vez que cantar no trem - num tom de voz alto o bastante para que as pessoas ao seu redor ouçam - não é lá uma coisa muito normal.

Duas mulheres, entre seus 25 e 30 anos, que estavam sentadas a duas pessoas da moça que cantava, riam horrores. Não sei era da tal mulher, ou se elas tinham ali um repertório novinho de internas pra se deliciar.

Bom, irei direto ao ponto: Não me lembro em que estação, a 'cantora' saltou do trem. Como já era de se esperar, as pessoas que ali estavam, e nem se conhecer, se conheciam, começaram a comentar sobre o potencial da moça. (O brasileiro é um povo maravilhoso: começam uma conversa sem, nem mesmo, terem se cumprimentado)

Eis que dali surgiu um comentário que me aguçou o cérebro. Uma das passageiras disse: "Ela é afinadinha, tadinha..." E, a partir daí, comecei a pensar: Por que 'tadinha'?

Não vejo a tal 'cantora' como louca, muito menos como tadinha. Tudo bem que ela tinha a aparência de ser uma pessoa desfavorecida financeiramente, mas isso não é motivo de tratar essa pessoa como coitada. Acho que ela tá certa. Ela teve vontade de cantar no trem, e assim o fez, e esse é o certo. Penso que as coisas, hoje em dia, andam muito do lado avesso. O certo se tornou errado, e o errado, o normal. Pode parecer um discurso conservador, tudo bem, foda-se (rs), mas é o que eu acho.

O ponto onde eu quero chegar é: As pessoas são tratadas com loucas, quando fazem o que querem, e a atitude não está dentro dos padrões da sociedade. Apesar de não levar isso na prática, eu acho que deveria ser o contrário. Se você tem vontade de cantar no trem e se sente bem fazendo isso, FAÇA. Se você tem vontade de se relacionar com um homem, e se sente bem fazendo isso, FAÇA. Se você tem vontade de fumar seus baseados, de vez em quando, e se sente bem fazendo isso, FAÇA. Lógico, contanto que isso não se torne um empecilho a ponto de atrapalhar sua caminhada, em rumo às suas metas.

Penso que o certo é fazer o que se quer, na hora que se quer. Vontades foram feitas para serem saciadas, e do resto, a vida cuida.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Carnaval.

Carnaval é época de alegria. Época de muito suor, cerveja, funk, pagode e axé. É uma época onde só se para de pular entre 7 e 11 da manhã. Carnaval é pegação, clima de loucura. Do carnaval saem as histórias mais loucas, as frases mais toscas, – tendo em vista que é no carnaval quando se encontra pessoas com o nível etílico muito mais elevado do que o normal – enfim. Aí eu te pergunto: Você curte? Pois é, eu já tive minha época. Hoje em dia, inacreditavelmente, do alto dos meus 21 anos, ponto alto da juventude, posso dizer que não tenho mais saco pra isso.

Colocando na balança, diria que o único ponto positivo foi estar entre amigos, porque de resto, foi difícil. Muito calor me irrita. Funk, pagode e axé, também. Sobre pegação, digo que nunca fui um grande garanhão, pelo contrário, aliás. Apesar de tudo isso, consegui encontrar um ângulo de onde pude enxergar positivamente essa data.

Primeiro, tenho amigos que são divertidíssimos, seja por querer, ou sem. Um deles, que também é meu primo, na volta pra casa de mais uma noite de carnaval, tentou cortar caminho por um pântano pra chegar no carro mais rapidamente. Imaginam o que aconteceu, né? Afundou os dois pés na lama. (Na casa ficaram zoando que ele caiu na merda, mas a verdade é que era lama). Outro, num flash de espontaneidade extrema, proferiu a seguinte frase, quando se dirigia a uma das meninas da casa: “Por que tu fez isso? Caralho, garota imbecil! Que ódio dessa vaca!” Frase essa que foi seguida de gargalhadas e repetições, durante o resto de carnaval que ainda tinhamos. Sem contar outros que, bêbados, me fizeram rir demais. Houve na casa quem passasse mal, rolou até hospital pra alguns. Normal. Mas agora já tá tudo sob controle.

Esse clima de carnaval, todo mundo suado, se esbarrando, jogando cerveja pro alto, arrumando confusões, não é pra mim. Por mim, sinceramente, eu viajaria pro exterior durante o verão brasileiro. Tenho certeza de que não me faria falta alguma. Meu inverno seria um inverno de verdade, e meu verão seria o inverno brasileiro. Viveria tranquilamente assim, mas como não tenho essa opção, o máximo que posso fazer é não viajar mais carnaval.

Sim, não viajar mais carnaval foi algo decidido ainda quando eu estava na casa. No segundo dia de carnaval, eu já sentia falta da minha cama e das minhas coisas.

Sim, tenho espírito de velho, e não posso lutar contra isso. Demorei 21 anos pra reparar nisso.

Eu confesso que essa minha idéia pode ter sido formada com muito azar também, de talvez nunca ter curtido esse carnaval maravilhoso que as pessoas tanto se gabam. “PORRA MANO ZUEI MUITO MANE AÍ BEBI PACA VIADO CERVEJA VODKA CAIPIRINHA MARTINI CONTINI TEQUILA O BAGULHO FICO LOKO PEGUEI VARIAS MINA SO GATINHA AI NAMORAL (que fique registrado que o certo é na moral, separado. nesses casos, o erro é proposital, tô começando a cansar de avisar isso, vocês precisam conhecer o alechat/tiopês rs)

Voltando ao assunto, talvez eu nunca tenha curtido um carnaval desses e, por isso, hoje eu tenha essa opinião. Como eu viajo desde os meus míseros 3 anos, ano que vem, só pra fazer uma experiência, ficarei pelo Rio. A não ser que um motivo muito especial me faça viajar. Tirando os contras, devo agradecer aos meus amigos, pelos momentos de alegria dentro da casa.

Agora sim o ano começa. Foco é a palavra. Sei onde quero chegar.

Abraços, amgs.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

vintedez. VINTEDEZ. Vintedez vintchidéis 2010 TÁ PROMETENDO, AMG

Beyoncé no Brasil é um sonho. Não, nem sou fã. Pra falar a verdade, só conheço o que toca na rádio e olhe lá. Nem curto, não faz o meu estilo, mas, essa Beyoncé faz o estilo de qualquer um, desde o punheterinho, até o cara mais maduro. Bacana ir devagar também porque, a Beyoncé é o atalho mais rápido pra quem tá a fim de levar umas porradas do Jay-Z.

Enfim, é uma gostosa e vai tar aqui em Vera Cruz.

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Não contentes, os chineses/japoneses/americanos/senegaleses kkk apagar (não sei quem lançou essa merda) lançaram mais um tipo de frescura em forma de telefone: O iPad. Ô maniazinha de querer inventar merda pro povo deixar um dinheiro em troca.

Enfim, eu não sou antenado e não faço questão. Compro 203 maços de cigarro, mas não compro uma porra dessas.

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2010, assim como todo ano, só começa depois do carnaval, certo? Errado. Depois do Carnaval tem um motivo de festa: O Coldplay vai tar aqui com a gente. Chris Martin e sua turma estarão desembarcando aqui logo após as festividaes carnavalescas, ligando suas guitarras e atarrachando os pratos pra um mega show - espero eu que seja assim.

Enfim, nem pro Carnaval minha situação tá resolvida, que dirá pro show dos caras.

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Post inaugural, sem graça às pamparras, mas tranquilão. Volto depois.

Beijome... érr... coça.

Mais uma vez, outro blog.

Sim, eu sei. Já até sei o que vou ouvir: "Ué, outro?!" "Quantos blogs tu tem, treze?". O negócio é o seguinte: Por algum motivo, o navegador não quer mais abrir por completo o meu blog no tumblr, por isso eu não consigo acessar a minha dashboard, que é o lugar onde eu posto meus textos. Enfim, é isso mesmo. O Fellipe tá com um blog novo (de novo e de novo). Não posso é parar de escrever.

Darei continuidade, rapeize.
Abs.